domingo, 6 de setembro de 2020

Meus filhos 3

Meus filhos

Não percam a fé haja o que houver

O amor de Deus é maior que tudo

 Haverá momentos tristes

Momentos quase impossíveis de seguir em frente 

Mas a luz que há na gente

Não pode se apagar

Meus filhos 2

 Fiquei preocupada 

De repente preocupada com tudo

Quem vai lembrar de limpar a orelha do menor?


Quem vai no quarto do mais velho

Falar uma palavra amiga quando ele estiver triste?


Será que vão lembrar que dia de sábado é dia de arrumar o corpo e a casa? Organizar a semana?

Quem vai lembrar de pagar a conta do gás?

Ou o telefone do açougue? Da fruteira? Do entregador de pão?

Quem vai oferecer água ou fazer o lanche?

Quando tiver doente? Quem vai saber logo qual medida tomar? Correr para emergência ou aguardar?

Quem vai passar o ralho quando preciso para se

[Tornarem homens de bem?

Quem principalmente vai dar colo com tanto amor, fazer curativo e dizer que vai ficar tudo bem?

Quem? Vai ter tamanho amor que transborda?

Quem vai preferir que a chaga mortal esteja no seu próprio corpo ao invés de no corpo do filho?

Quem?

Tanto a ser feito ainda....tanto...tanto....

Mas não sei se há tempo

Meus filhos 1

 Obrigada por tudo

Tudo mesmo 

Cada dia

Cada momento

Que privilégio

Ver que da madre

Ganharam tento

Mas quem quer perder o rebento?

Qual mãe que ama quer dizer adeus?

Nenhuma 

sexta-feira, 4 de setembro de 2020

Quando um anjo quebra a asa

 A avó e a menina estavam na sala de espera.

A avó um pouco apreensiva, cabelo um tanto ralo.

De repente, a menina estava só.

Toda de Rosa. Com uma fita enorme no cabelo da mesm cor.

Extremamente comportada.

Total e cuidadosamente arrumada.

Tudo parecia banal a não ser o fato de que aquela

não era a sala de espera de um salão de beleza, de uma escola, da entrada para um parquinho.

Era dia de quimioterapia na clínica.

Será que a avó foi fazer quimio e não tinha com quem deixar a menina?

Ou descobriu aflita que tinha algo mais no seu corpo?

Teria ido para qual lugar aquela preciosa avó?

Enquanto isso, a menina esperava...

Sem saber detalhes e complicações

Esperava.... A volta do abraço, do aconchego, da sua proteção, do seu anjo na terra.

Anjos às vezes quebram as asas.

quinta-feira, 27 de agosto de 2020

 Com o diagnóstico sombrio da morte bafejando 

Em meu pescoço 

Tentando me levar

Eis que leio um poema que tempos atrás escrevi

Balada da despedida

Mas após trilhar tudo que trilhei

Eu mereço uma balada diferente 


BALADA DA CHEGADA 

Que menina linda

Tão puramente a vida amou

Passou um terço de tempo 

À procura do grande amor

Depois mais um terço para se realizar

Na profissão

Na terra 

E no ar

Só o mar assustava a moça 

Que achava tão lindo aquele senhor

Que todo dia deitava a maresia na areia 

Sempre pontual 


E quando o tempo finalmente a  conta lhe cobrou

Percebeu que o que buscava finalmente encontrou 


A chegada no seu destino

Não tinha a ver com o final


Tinha a ver com o caminho

Que sempre encheu de flores

Por onde passou


Dona Iracema

 Oi? Ela disse. Demoram tanto a chamar para o exame. Eu estou sem comer. Eu perguntei por que a Senhora não comeu? Eles avisaram antes que era para comer bastante. Ela respondeu: Eu não doi conta de comer não. Como só um pouquinho, mas a minha sobrinha ficou de trazer um lanche e nada. Eu também estou com muito frio.  Eu olhei para ela e sorri pelos olhos, pela máscara e disse eu também sinto frio e eu acho que vou andar com uma meiazinha na bolsa e a Sra deve estar com tanto frio porque está bem magrinha. Ela sorriu com os olhos de volta. Eu perguntei: A Sra. veio fazer cintilografia óssea? Ela disse que sim e que estava com câncer nos ossos. Câncer no osso que já tomou conta de tudo. Ela me disse que sente muita dor mas que tudo bem, ela toma um comprimido todo dia e não sente mais nada. Eu perguntei começou como? Ela disse. Na mama. A minha filha perguntou como fazia o exame de mama, aqui, em uma pausa reflexiva disse: - Sabe. Ela é gordinha e sua nos lugares em que vamos, eu magrinha sinto frio. Eu disse: - Tá vendo? A gordura protege o corpo. E rimos. Ela continuou: - Eu ensinei ela a fazer o exame. Fui para o banheiro de noite e fiz em mim. Todo dia de noite eu lavo o banheiro e tomo o banho até hoje. Eu gosto da minha casa limpinha. Eu faço tudo sem ajuda. Eu descobri um caroço, tava tão pequenino. Na segunda mesmo eu fui no postinho marcar consulta e levaram um ano para fazer a biópsia. Então já estava grande. Eu não sentia dor. Eu fui quatro vezes tentar fazer o procedimento, mas perdiam a papelada. Eu tive que emparedar eles lá para conseguir. Fez uma pausa. É o SUS. Se eu soubesse que já tomava nos ossos não tinha tirado o seio. Eu perguntei: A Senhora se chateia muito de ter tirado o seio né? É chato ficar com a cicatriz. Ela ficou em dúvida e disse que não queria era ter passado por uma cirurgia desnecessária porque ia estar nos ossos mesmo. Daí ía tomando só remédio se bem que quase morreu na quimio. Eu perguntei: - Deu efeito colateral forte? Ela disse é. Mas ela tava bem vivinha na minha frente, mas viva do que qualquer um de nós. Uma linda mulher, uma senhorinha fofa que dá vontade de abraçar e levar pra casa e ficar ouvindo estórias. Eu disse: Deus está no controle de todas as coisas. Ela disse: Sim. É mesmo, Ele está. Eu ganhei esse câncer caindo nl chão.  Uma queda mais de vinte anos atrás. Até então eu não sabia o nome dela. A atendente chamou: - Dona Iracema é a sua vez. A Senhora fez xixi? Esvaziou a sua bexiga? - Ela disse: Sim. Ainda agorinha. A atendente disse: Olha lá hein? Se chegar lá e tiver xixi vai voltar outro dia. Mas disse tudo amorosamente.

Dona Iracema brasileira, mulher e maltratada pelo Sus.

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Um exame inocente de hemograma esconde muita coisa. A partir de quando os marcadores tumorais no sangue detectam um câncer? Temos tecnologia para isso?

https://www.tuasaude.com/veja-quais-sao-os-exames-de-sangue-que-detectam-o-cancer/

http://www.oncoguia.org.br/mobile/conteudo/pesquisas-em-andamento-para-o-desenvolvimento-de-novos-marcadores-tumorais/4017/683/



terça-feira, 21 de abril de 2015

7 billion dreams. 1 planet. Consume with care.

7 billion dreams.
7 billion ways
7 billion lives.

All together?

Within the same web.
Within the same tent.
The tent that is the planet.
The planet is a mother.
The mother nurtures the child.
The son who is struggling.

People who are hungry.
We headquartered.
The world that impresses
And press.

All wanting everything.
But one day it finds the background
And in the background when it ends
At the time it will be only cry.
The cry of everyone.
Floods the sick world.

To have tomorrow
You need to think about now.
And now is very urgent.
Who will take care of us?
The people of the future
Depends on today
And today is almost yesterday

We can not wait
We must act
Fight and not run away

By conscious world
The right to dream

With a clear tent, sound and tidy
Illuminated, happy and excited

For the life of one who inhabits

All hand in hand
The consume intelligently
In keeping just enough

Without killing the planet
To conclude the agony and live in harmony



7 bilhões de sonhos.
7 bilhões de caminhos.
7 bilhões de vidas.

Todas unidas?

Dentro da mesma teia.
Dentro da mesma tenda.
A tenda que é o planeta.
O planeta que é uma mãe.
A mãe que acalenta o filho.
O filho que se debate.

A gente que tem fome.
A gente que tem sede.
O mundo que impressiona
E pressiona.

Todos querendo tudo.
Mas um dia se acha o fundo
E no fundo quando termina
Na hora só se chora.
O choro de toda a gente.
Inunda o mundo doente.

Para haver o amanhã
É preciso pensar no agora.
E o agora é muito urgente.
Quem vai cuidar da gente?
A gente do futuro
Depende do hoje
E hoje é quase ontem

Não podemos mais esperar
Temos que agir
Lutar e não fugir

Por um mundo consciente
Pelo direito de sonhar

Com a tenda limpa, sadia e arrumada
Iluminada, feliz e animada

Pela vida de quem nela habita

Todos de mãos dadas
A consumir de forma inteligente
Em harmonia apenas o suficiente

Sem matar o planeta
Para findar a agonia e viver em harmonia


sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Dia Cinza



Hoje o dia está cinza.
E eu aqui apenas na expectativa
do calendário virar
eu respirar
e a esperança voltar

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Linda de morrer


 

Flores pra ti mostrar

Flores pra ti alegrar

Flores, flores

Flores e mais flores

 

Ela vem toda faceira

Nasce linda de morrer

E morre mesmo no final do dia

Leva junto a alegria de viver

 

A orquídea toda faceira

Vem vestida de saber

Linda, linda, linda

Linda de morrer

 

Ela vem e carrega

Junto dela a juventude

Vem em toda a plenitude

Para durar

Mas  não dura mais do que um tempo

O tempo de um momento

O registro de uma foto

O passar de algumas horas

O sentir de uma brisa...

E vai embora...

 

Linda de morrer

Nos faz pensar, sentir e querer

Viver assim

Nem que seja um pouco

Um pouco...um pouco...

 

Linda de morrer
 
 
 
 
 
 

Calmaria


O mar está calmo ao meu redor

Mas a tempestade está é dentro de mim

Bom marinheiro não se faz na calmaria

Água boa vai chegar um dia

Um dia, um dia....

 

Pensar em você é felicidade

Mãos dadas a percorrer a cidade

Quem me dera congelar o tempo

E guardar esse momento

Em que somos tão inocentemente apaixonados

 

O mar está calmo ao meu redor

E eu agora posso divisar

O horizonte a me chamar

Para uma vida de alegria

 

Mas, a tempestade está é dentro de mim

Milhões de porquês e dúvidas sem fim

Espero que não atrapalhe o amor que tens por mim

Espero que não estrague o sorriso que carrego por ti, por ti, por ti