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quarta-feira, 18 de novembro de 2020

O que vem de dentro

 Sonhei que estava com minha prima quando os dentes da minha boca começaram a amolecer.

Ela estava muito preocupada. Eu sentindo um a um amolecer. Fiquei perto de uma pia.  Eles começaram a cair dentro da minha boca e eu comecei a cuspir cada um na pia de um banheiro.

Ela segurando meus cabelos nervosa. Eles saindo da minha boca caindo na pia.  Todos brancos. Caindo.

Quando terminaram de sair, ainda não tinham acabado os acontecimentos. 

Eu senti algo vindo forte de dentro das minhas entranhas. Um jato forte veio da minha barriga e eu comecei a colocar para fora, pela boca, muita areia.

Uma pressão forte e saía muita areia branca de dentro de mim, como um jato mesmo. Eu olhava aquilo estupefata. 

E, foi quando no meio da areia comecei a ver pequenas pedras preciosas lapidadas surgirem e se destacarem. Verdes, vermelhas, azuis, tantas cores, lindas!



quarta-feira, 28 de outubro de 2020

A roda gigante



 Sonho que tive em 2018.

Eu estava acima daquela cidade.

Estava tudo, tudo destruído. 

Monturos de construção. Restos de madeira. 

Lama para todos os lados.

Parecia que a água tinha invadido tudo e causado imensa destruição.

A única coisa que não tinha sido destruída era aquela roda gigante. Ela estava intacta no meio do caos.

Eu nunca estive antes naquele lugar. Mas de alguma maneira sabia no meu sonho que era Porto Alegre.

Porto Alegre foi destruída pelas águas.

Depois vi uma outra cena. As pessoas sobreviventes que celebravam apressadamente uma Vitória que ainda não era delas.

Vi que estavam felizes pelo recuo das águas e se apressaram a celebrar em algum tipo de jardim ou bosque. Os carros iam chegando e eu muito, muito triste porque haviam muitas crianças lá e faltava poucas horas e tudo seria inundado, desta vez naquela parte mais alta.

Estava no mundo espiritual vendo que vários anjos tentavam alertar o máximo possível de pessoas, aquelas que tinham crianças para saírem logo dali.

A água ia chegando pelos lados e iria encurralar a todos. Estava chegando em silêncio porém em fortes jatos, como se riachos estivessem se formando na terra.

Acordei.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Aos Teus pés

O mundo tinha colapsado e eu estava lá...quieta em um canto, com meu filho pelo braço e um tanto de comida em outra mão. Pouca comida e pouca água. As pessoas vendiam o que tinham, alguns negociavam para estar naquele local, onde a pregação mais fantástica do universo estava ocorrendo. Como seria se Jesus descesse novamente à terra? As bolsas de valores quebraram, o capitalismo ruiu. Alguns estavam eufóricos, outros fingiam ser boas pessoas de última hora.
E eu ali, no canto, ouvindo palavras maravilhosas. Estava e não estava naquele mundo. Era e já não era mais parte dele. Lembrava de minha natureza divina e que tudo logo mais passaria. Jesus lá pregando e as pessoas em êxtase e eu no meu cantinho agradecendo por poder ouvir e vê-lo à distância. Tão indigna de estar aos pés do Criador! A medida que o tempo passava a multidão aumentava e aumentava. As pessoas queriam que Ele as visse, como se a devoção repentina fosse fazer toda a diferença e eu ali com meu filho no canto, em prece silenciosa, agradecia a Deus por retomar as rédeas do mundo. Eu, tão pequena, tão miserável, tão pele, osso, carne e veias... tão frágil, tão mínima, indigna de estar aos pés do Criador, mas profundamente feliz, uma felicidade sobrenatural.

Quando acordei, agradeci a Deus pela vida e por tê-lo visto de relance, no meu sonho.

(Todo o olho o verá, mas Ele não chegará a tocar à terra, para que a palavra se cumpra, faltará mais um tempo ainda, para que ele habite entre nós por um milênio, antes que tudo se cumpra).

terça-feira, 4 de agosto de 2009

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Sonhos ou tormentos?

Não se podem inventar sonhos
Eles são inspirações dos anjos
Temos que agradecer quando os temos
E não brincar de inventar tormentos


(05.06.08)

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Flutuar para sempre


Sonhei com você esta noite estavas lá ao meu lado
E sorrias o sorriso dos enamorados a fitar-me com cuidado
Desejavas desnudar minha formosura e fazer-me mulher
Mulher plena de sexo e amor, não mulher utensílio, mulher viva.

Eu devolvia o sorriso, pois não poderia ser diferente
A sensação que invadia-me era a de completude
Uma felicidade leve e perene confirmada no teu olhar-porto-seguro
Não queria mais acordar, queria permanecer lá para sempre, flutuar.