quarta-feira, 29 de outubro de 2008

1 anooooooooooooooooooooooo


01 um ano de blog. Quero agradecer aos que pacientemente leram e opinaram. É isso aí!!! Obrigada, obrigada, obrigada, obrigada!!!!

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Nascimento do amor




Era uma vez uma flor linda e delicada de tons suaves e adocicada. A linda flor vivia cercada de flores selvagens, orquídeas, sim, mas de traços mais grosseiros. Ela estava ali no meio daquele jardim a céu aberto. O tempo foi passando e todas as flores foram sendo colhidas. Como ela não estava nas bordas foi ficando, ficando e o tempo passando, passando. Chegou um dia em que todas as flores já tinham sido colhidas, restou apenas a fina flor. Ela, então, se animou e pensou. Quem sabe é hoje o dia de minha colheita...Qual sala vou enfeitar? Qual busto de linda menina vou decorar? Serei atada com fita ao cabelo anelado da linda menina? Então, o primeiro homem passou e da flor gostou. Tentou arrancá-la, mas tudo que conseguiu foi uma pétala e desistiu. O segundo veio e a acariciou e tudo que conseguiu foi ficar com o perfume daquela singela flor em suas mãos. O terceiro veio e com uma rudeza nunca antes vista a puxou de uma só vez, mas a flor não veio. Durante o tempo da espera criou raízes profundas. Era fina e delicada por fora e forte por dentro. Passaram-se mais algumas semanas. As pessoas passavam e viam aquela flor única ali em um jardim deserto e pensavam que já era de alguém, que era cara demais, etc etc. Aproximou-se um homem e da flor se enamorou e pensou não posso arrancá-la de uma vez só. Suas pétalas podem cair. Não vou acariciá-la de qualquer jeito posso prejudicá-la. Também não usarei de rudeza, pois não combina com delicadeza. Vou vir aqui todos os dias declarar minha afeição. Dia após dia ele declarava para ela seu afeto. Escrevia uma carta. Fazia serenata. Estava sempre presente. Ela se acostumou. Ele também. Os encontros eram esperados ansiosamente por ambos. Mas como fazer para que aquele idílio entre um homem e uma flor desse certo? Eram de naturezas diversas. Cada um tinha uma estória de vida, um passado. E foi aí nesse momento que a dúvida surgiu no coração dos enamorados. Graças ao Bom Deus, um fino raio de luz que lá do alto assistia desceu rápido do céu e tocou o coração de cada um. Transmutação. O homem virou cravo e a flor o beijou. Desse momento, nasceu o amor.

Relicário da delicadeza

Quero ouvir teu boa-noite no ouvido meu
Quero tua boca a encontrar minha boca
Em um beijo infinito numa tarde delicada

Quero sorrisos e risadas de amor não findo
Encontrado e realizado
Quero ouvir tuas peripécias, tuas glórias
Tuas estórias e memórias
Quero fazer parte do melhor de ti
E saber ver a escuridão sem tanto medo

Quero carinhos delicados
Quero ser teu relicário
Quero que ainda queiras o que quero
Quero um amor sincero
Desses de entrega e de veneração

Quero um amor em que nele more um coração
Quero que minha mão se aninhe na tua
E juntos possamos seguir até a lua

Quero estrelas cintilantes
Pássaros cantantes
Testemunhando a delicadeza de nosso olhar

Quero a meiguice do meu sorriso ao te ver chegar
Quero tua satisfação estampada no peito
Realização é o meu pleito

Quero que saibas sempre o quanto amo
E que possas me amar sem medo
Quero banho de chuva, amor e consagração

Jardim da vida

De gota em gota eu sou
Sou a gota da chuva
A rebater no telhado

Sou teu sonho alado
Sou teu desejo candente
Estrela cadente
Tua fala eloquente
Tua cama quente

Sou a brisa da tarde
Prenúncio da felicidade
Em corpo de gente

Eu sou o ronronar do gato fofo
Na almofada macia e delicada

Sou o bico do beija-flor
A tecer enredos de amor

Sou a mulher que buscas
Sou teu complementar

Sou o detalhe da flor
Sou teu puro amor

Sou tua princesinha
É hora da chegada
Ao jardim da vida

sábado, 25 de outubro de 2008

De sereno e prata


Todas as músicas eu fiz para você
Todas as luas que vivi são tuas
As lágrimas derramadas foram todas
A ausência do calor das mãos tuas
Nuas sobre o dorso de meu ombro
Vestido de sereno e prata

E o lampejo de um desejo que se fez em mim
Antes no passado, uma vez no presente
Quiçá em futuro
Era a busca da consagração ao lado teu

O desabrochar de meu corpo
A dor pela perda do outro
As noites frias insones
Meu coração é teu cânone

Minha inspiração, toda ela, eu dedico a ti

Agora sei que te amei
Desde a primeira vez
Mas você ainda não era meu
Precisava seguir mais um pouco

Agora vivo de esperar
O beijo terno
e a vontade então revelada
E enfim serei desvelada
Em cuidar do meu verdadeiro amor

Nas cidades por onde andei
E da humanidade que sorvi
Do vinho degustado
Do pôr-do-sol alaranjado
Sei, tudo que de bom vivi
Era para me preparar
para o tão esperado encontro

Merecer teu sentimento
Quem me dera!
Meu contentamento

Teu sorriso e o meu
Encontro e sintonia
Amor, fina iguaria

O vento em meus cabelos anelados
O gelo na boca em uma tarde de sol
O céu azul mais vívido
O balançar de uma rede em final de tarde
O banal e o trivial ao lado teu
Tudo enfim fará sentido
Quando então você disser a mim
Sou seu.

Silêncio no teu coração

Hoje acordei com vontade de te ver/De te ouvir/De algo saber/Mas em vão/
Tudo era silêncio no teu coração/Sem você/É a mais pura inanição/Cadê você?
Sem notícias não pode ser, não dá, não dá...

Madrugadas insanas parte 2

A menina depois de um dia árduo de trabalho, incluindo um engarrafamento resolve assistir a um dvd na tv. Ficaria quieta pensava ela. Contudo, suas amigas telefonaram, animando-a a sair. E ela se divertiu. Ela voltou e pluft dormiu.

P.s: Nem sempre acontece algo mirabolante, ora, ora.

Poesia da noite

Na cidade iluminada
Vestida e arrumada
sigo meu caminho
A lua prateada
Assiste a desfilada
de carrões e mulherões
e eu ali no canto
vou seguindo de figurante
a tão esdrúxulo cortejo noturno
na calada da noite
onde todos os gatos são pardos
sigo eu procurando minha tigela de leite.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Esses dias

Esses dias tenho andado com um sorriso no rosto. As pessoas têm notado que algo há de novo
Nem eu sei explicar o quê. É uma saudade que me dá. É, tua atenção é o que há. Engraçado esse novo sentimento. Eu pensei que aqui só tinha sofrimento. Já andava meio condenada pensando que era o fim da estrada. Mas que nada a vida surpreende. Veja o que ela fez com a gente. Hoje estamos frente a frente. Homem e Mulher. Eu e você. Tenho medo ainda sim. Mas eu prefiro te trilhar do que ficar aqui. Parada, sem nada, estagnada.
(22.10.08)

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Madrugadas insanas - Parte 1

Ela foi ao bar da moda ver se encontrava novidades. Tudo igual. Garotas siliconadas, plastificadas. Rapazes sarados. Banda. Escurinho. Risadas exaltadas. Um impiedoso cheiro de cigarro. A amiga meio bebinha decepcionada pelo fora da semana passada pede para ir embora, já que o objeto de desejo insistia em desfilar com uma baranguinha, mas 'socielity'. Mudaram o bar da moda pelo local alternativo. Ao chegar lá um diálogo meio estranho com o porteiro que também se fez depois de 'deejay'. O bar molhado do suor de tanta bebida era um ponto para sacar o movimento dos espaços. Música rolando em duas salas, com um chão que sempre achei está prestes a cair e faz anos não cai. O pessoal mais de jeans, camisetão e barbicha. Ae brow! A menina da sociedade tenta mostrar que está inteirada com a galera. Está é interessada nos garotos baixa renda e bonitinhos. A bebinha recebe uma ligação precisa ir urgenteeeeeee. Uma das meninas elogia um menino. Lá, ele é o rei, cercado de meninas de roupas brilhosas descoladas, mas as meninas de lá é que mandam no pedaço e sabem como agradar os garotos daquele território. Fim de noite. Fim de festa. Despeço-me como observadora desta madrugada insana.