domingo, 25 de maio de 2008

Balada do amor esperado





Os momentos que vivi
todos vêm a minha mente
com tanta intensidade

cenas caleidoscópicas
de puro êxtase
enfim pertencerei a ti
e o todo se fará céu em mim

bocas com bocas
hálitos doces
risadas de um ritmo
que anunciam aos corpos
entrelaçados a chegada do fogo
nos mesmos corpos
que não se cansam em trocar
de informações dados e posições

Ela, vontade indomada
que cavalga na mente do outro
pelo corpo desnudo
refletido pela lua
no fio da luz da noite
se fará logo dominada

E os corpos depois cansados
juntos e abraçados
respirarão o mesmo aroma
da vontade satisfeita
que existia insuspeita
no coração de cada um
nas mesuras e etiqueta

A cama em desalinho
testemunha com o vinho
A alma e o desejo
Que em imenso lampejo
Apenas confirmaram o pensamento

A energia liberada
Segue rumo a uma estrada
A espera de ser renovada
Por uma nova chamada

E a boca já não diz
Geme
E o corpo já não exige
Pede
E o todo se fez um
E de dois é feito o todo
Consagração

4 comentários:

opoeta_morto disse...

Belo!!

Nunca mais tinha passado por aqui ^^
voce mudou para amarelo a cor?

saudaçoes

o opoeta morto

O Profeta disse...

Uma voz quebra o silêncio
Um espelho retêm a beleza
Vi com os olhos fechados
A fúria da minha incerteza

Fecham-se as janelas de poente
Este nevoeiro galga o pensamento
Uma semente solta num ribeiro
Corre no incerto de cada momento


Deixo-te uma doce acalmia


Mágico beijo

Ivan Daniel disse...

Ótimo texto, Lilian. Sempre que venho aqui fico encantado com tuas palavras.

Aproveito pra te dizer que tem uma informação importante pros blogueiros do Pará lá no meu blog. Passa lá.
Abraço.

A Poetinha disse...

Oi poeta morto, profeta e ivan daniel tava em sampa num congresso de ambiental e ando torturada pela tese de mestrado, obrigada pelos comentários.